Andam pela rua em listras e linhas, andam pela rua nublada. Mas também, nublada só a rua, porque elas são só sorrisos. Sorrisos, risos, até gargalhadas. Continuam andando, hesitam, atravessam, pensam que vão morrer mas sabem que não vão; só risos. Planejam, planejam, planejam. Idéias diversas, besteiras, coisas sérias. Um momento cinza que é todo colorido. Chove até, mas o que é a chuva pra elas? Nada, se não os acentos errados que escrevem nos nomes das pessoas caindo em forma de água. Parece loucura, né? São loucas mesmo, mas há até quem bata palmas pra elas. Já ouviram de tudo, hoje até cantaram, são motivo de festa. Já falei delas aqui; farsantes, criadoras. Não cansam de se reinventar e inventar os outros. Rever conceitos, criar, nos colocar em cheque-mate. Ah, essas criaturas magnetizadoras dos nossos olhares… Filhas da puta! Anjos! Andam pela rua em listras e linhas, andam pela rua imortalizadas nos olhares dos passantes. No silêncio ou nos gritos, de unhas feitas ou não. Inesquecíveis, contagiosas, contagiantes.

