Sexta-feira, noite. Claro que aqui ela não está.

Talvez num desses lugares que deixam a nossa roupa cheirando a fumaça e coisas esquisitas. O cabelo também.

E as vírgulas? Vai falar das vírgulas? Devia. “Gosto muito da maneira como você emprega as vírgulas.”
Isso, mesmo parecendo pomposo assim na tela, falado do teu jeito soa muito bem. E é um puta dum elogio. Você sabe que sabe elogiar.

É, sei mesmo.

Crê em mim, leitor desconhecido: falar do jeito como vírgulas são postas num texto pode gerar sorrisos de menina boba por aí. Tão boba que chega a ser idiota.

Cheguei a escrever algumas palavras sobre a questão “ser idiota”, mas optei por apagá-las. Sobre a idiotice alheia escrevo outra hora. Ou pelo menos aqui fica registrada a intenção.

Sexta-feira, noite. Claro que ela não está aqui. Meu sono, por outro lado, está.

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